O mercado de capitais registrou captação de R$ 44,9 bilhões em fevereiro, com as debêntures representando a maior parte das emissões, totalizando R$ 30,2 bilhões. Segundo dados do Boletim de Mercado de Capitais, esse foi o maior volume para um mês de fevereiro nos últimos sete anos.
“Os resultados de janeiro e fevereiro confirmam os novos patamares do mercado de capitais e que o ano começou em um ritmo forte para a maior parte dos instrumentos de renda fixa, como já esperado em períodos com juros nos níveis atuais”, afirmou Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais.
Os recursos captados via debêntures foram direcionados principalmente para investimentos em infraestrutura (39,8%) e pagamento de dívidas (22,5%). Os principais subscritores foram intermediários e demais participantes ligados à oferta (70,2%), seguidos pelos fundos de investimento (28,5%). O prazo médio das emissões foi de 10,4 anos.
No acumulado de 2025, as empresas captaram R$ 89,2 bilhões no mercado de capitais. Segundo Maranhão, “no último mês, diversos produtos registraram altas acima das expectativas, o que demonstra que tanto emissores quanto investidores conseguem encontrar uma alternativa adequada de captação para o momento no mercado de capitais atual”.
Outros instrumentos de captação
As notas comerciais somaram R$ 3,6 bilhões, um crescimento expressivo em relação aos R$ 135 milhões registrados em fevereiro de 2024. Já as ofertas de FIDCs atingiram R$ 5,9 bilhões, uma alta de 101,3% na comparação anual.
No segmento de securitização, as emissões de CRAs e CRIs recuaram 41,9% e 76,2%, respectivamente. Os CRAs movimentaram R$ 2,1 bilhões, enquanto os CRIs somaram R$ 1,9 bilhão.
No mercado externo, fevereiro registrou seis ofertas de renda fixa, totalizando US$ 6,6 bilhões, o maior volume desde junho de 2020. Mais da metade (54,8%) das emissões foram feitas com prazos entre 6 e 10 anos.